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Força-tarefa que atua no caso Brumadinho se reúne com comitê criado pelo governo estadual

Uma reunião na Cidade Administrativa, nesta quinta-feira, 28 de março, uniu representantes do Comitê Pró-Brumadinho, criado pelo Estado para coordenar as ações de recuperação socioeconômica e ambiental do município, e da força-tarefa interinstitucional, instituída para apurar os danos e identificar as responsabilidades pelo rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão. O governador Romeu Zema e o vice-governador Paulo Brant participaram do encontro.

Pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), estiveram presentes o procurador-geral de Justiça, Antônio Sérgio Tonet, e o promotor de Justiça Francisco Generoso, integrante da força-tarefa e coordenador das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente da Bacia dos Rios das Velhas e Paraopeba.

Tonet destacou a atuação organizada e harmônica entre as instituições envolvidas e apontou a relevância dos bloqueios judiciais de valores da Vale, causadora do desastre. Ressaltou também que as negociações demandarão ainda muito empenho para que se alcance reparações justas. “A busca é por agilidade, tanto nos auxílios emergenciais, quanto para dimensionar as indenizações definitivas, mas alguns casos demandam análises e composições mais complexas, e a uniformidade no trabalho da força-tarefa é fundamental para o êxito dos acordos”, explicou.

O governador reconheceu o esforço dos envolvidos para garantir celeridade na liberação de recursos para os atingidos e seus familiares. “Eu sempre solicitei que a posição do setor público deveria ser a de priorizarmos o atendimento às vítimas com maior agilidade possível para evitarmos que a morosidade refletisse na vida dos familiares daqueles que foram vítimas. Fiquei muito satisfeito porque conseguimos agilidade, com a ajuda dos envolvidos na questão, para minimizar o sofrimento daqueles que foram afetados pela tragédia”, afirmou Zema.

O procurador-geral de Justiça afirmou ser positivo também que a Vale esteja reconhecendo os riscos das barragens sob sua responsabilidade e buscado as autoridades para tentar soluções e garantir a integridade daqueles que vivem próximos às minas. Ele lembra, entretanto, que, além da capacidade técnica, outro desafio é fazer com que a população considere confiáveis os laudos que atestarem a segurança dos empreendimentos. “Há também uma questão psicológica a ser trabalhada. São todos pontos que devem ser levados em conta se quisermos manter, de forma segura, a vocação do Estado de ter na mineração uma importante fonte de receita e de emprego”, concluiu Tonet.

Além do MPMG, compõem a força-tarefa interinstitucional o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Advocacia-Geral do Estado (AGE), a Advocacia-Geral da União (AGU), a Defensoria Pública de Minas Gerais, a Defensoria Pública da União, as polícias Civil e Militar de Minas, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros.

Fonte: MPMG

     

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